quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Deus, A Planta e o Sol

A planta cresce em busca da luz do sol enquanto lhe restarem forças e não lhe for concluído o ciclo de formação física. Que aconteceria se ao nascer tivesse consciência de sua insignificância em relação ao sol? Ou se apercebesse da distância que os separa?

O homem é como uma planta em relação a Deus – seu sol. Nosso crescimento em busca da Luz deve ser permanente e constante. O conhecimento é vital para o nosso desenvolvimento universal. Qual planta, não temos conhecimento do Sol porém estamos imersos em sua luz e absorvemos dela as vibrações necessárias ao nosso desenvolvimento.

É necessário projetar-se em direção aos círculos máximos da Luz, em comunhão com as forças universais de onde viemos e para onde vamos. Essa comunhão nos aproximará da Luz Maior e nos trará outra compreensão da humanidade.

Todos vibramos em certa faixa de freqüência. Cabe-nos aprimorar essa vibração livrando-as dos ruídos indesejáveis tornando-a o mais pura possível. À purificação da freqüência vibratória não basta a simples imersão em círculos maiores de vibração externa. É preciso correção na fonte de vibração material – o corpo físico, pela utilização principalmente do grande filtro universal de purificação física – o amor, em todas as formas.

A prática constante do amor leva à condição necessária de evolução não só do corpo mas da alma principalmente em direção à Luz Maior. Não importa nossa pequenez ou inexistência perante o sol, seus rsios, sua luz. Somos constituídos de átomos em organização semelhante a do planeta que nos dá origem – a mãe Terra.

Por isso os antigos a chamavam Mãe Terra. Dela são moldados todos os seres. É a Grande Mãe. O espírito porem vem do sol. É o fogo que anima a matéria – Terra e Água, o duplo principio material. O individuo se completará porem com o sopro divino, o Ar universal insuflado por obra e graça do Supremo Arquiteto. Esse microcosmos, essa maravilha somos nós, perfeitos ao nascer. Cabe-nos cultivar essa perfeição no decorrer da vida.

COMO?

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Oito de Dezembro

Oito de Dezembro é dia de Nossa Senhora da Conceição. Nossa Senhora da Sagrada Concepção, a concepção do logos. Os celtas a referendavam como a mãe da Terra, a deusa lunar, a mãe de todos. O crescente a seus pés, numa das representações mais comuns. Era o mito lunar, mãe e origem do mito solar, o Cristos. Do seu ventre nasceria a luz do mundo, a redenção da Terra. E tal qual a serpente o fora pela deusa, o filho esmagaria a mãe sob sua cruz. A serpente, a mãe, o filho. A Terra, a Lua e o Sol. E o Céu que a todos contém. Urano, que devora os filhos recém nascidos, menos um, Júpiter, que lhe herdará o trono e a esposa, Gea, a Terra, mãe, mulher e irmã. O panteão Greco-romano é profícuo em imagens da criação, incompreensíveis para nossos padrões culturais modernos, mas eloqüentes em suas entrelinhas. O valor está naquilo que não foi dito mas insinuado. A imagem engana os olhos. Ninguém jamais verá nada completamente nessa dimensão. É preciso se estar no meio do cubo para que se possa ver simultaneamente suas arestas e cantos.

A beleza transmitida pelos rituais e crendices celtas não pode ser entendida à luz da modernidade. Quem vive sob a luz de sódio e de mercúrio se torna cego a luz da vela. O progresso tecnológico estende os limites físicos do homem e atrofia-lhe o espírito. O prato, o cálice, a lança, a espada. Paus, copas, ouro e espadas. O Tarot. As quatro forças que comandam a Terra. Poderia esse povo ser bárbaro? Ou hereje? Terra, água, fogo e ar. Os quatro elementos formadores da Terra, herdados da lua, a Deusa, a Mãe, transformada em Nossa Senhora da Concepção pelos “bárbaros”, esses sim, invasores, chamando-se a si próprios catequistas. Como não conseguiram extinguir a cultura nativa, herdaram-lhe os deuses e as festas ditas pagãs. Trocaram-lhes os nomes, adaptaram-nos a ídolos formatizados. A Deusa agora tinha forma humana palpável e visível. Um sacrilégio para aqueles que conheciam a natureza divina do não ser. Não há como personificar as forças divinas do universo. Não se pode limitar o ilimitado. Não se pode criar o incriado. Não se pode ver o invisível por estar além de todas as dimensões. É a própria origem das dimensões. O avatar disse, ninguém ouviu, nem os discípulos mais chegados. E em seu nome tentaram destruir o legado mais sublime dos criadores. Só tentaram, pois a verdade dorme no fundo da consciência lunar da Deusa. Nossa Senhora da Concepção, Iemanjá, rainha do mar. O berço da criação. O Grande Ventre. Origem de toda a vida terrestre.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Caráter

O senhor me ensinou que o caráter é o que nos distingue dos outros. É o modo como pensamos e agimos quando ninguém nos vê, quando temos certeza de que ninguém vai descobrir o que fizemos. É o que realmente somos, não o que os outros pensam que somos. O caráter não vem casualmente, leva tempo e paciência para desenvolver-se. Ele é conquistado pela experiência de sofrimento e tragédia, é construído pelo domínio sobre as fraquezas. Construímos o caráter quando dominamos uma paixão, um pensamento ou um desejo indesejável. Por mais insignificante que possa parecer, isso se torna outra marca em nosso caráter. O homem é literalmente o que pensa, e seu caráter é a soma de todos os seus pensamentos e sentimentos. O homem é o modelador de seu próprio caráter, que é feito ou desfeito por ele próprio. O caráter não pode ser confundido com a reputação. O caráter de um homem é a realidade dele próprio. Sua reputação é a opinião que os outros formaram sobre ele. As circunstâncias com as quais vivemos determinam nossa reputação, a verdade em que acreditamos determina nosso caráter. A reputação é o que acham que somos, o caráter é realmente o que somos....A reputação é o que temos quando chegamos a uma comunidade nova, o caráter é que temos quando vamos embora....A reputação é feita em um momento, o caráter é construído a vida inteira....A reputação nos torna rica ou pobre, o caráter nos torna feliz ou infeliz. A reputação é que os homens dizem de nós à beira da sepultura, o caráter é o que os anjos dizem de nós diante de Deus. É verdade que uma boa reputação é importante, mas ela só tem significado quando apoiada por um caráter igualmente bom. Um bom nome raramente é reconquistado. Quando o caráter vai embora, tudo vai embora, e uma das jóias mais ricas da vida fica perdida para sempre.

Obrigado meu pai, por nos deixar essa herança.....seu nome é CARÁTER

Beijos da filha que te admira e que te ama

Simone

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Zoroastro

Os iranianos tinham uma bela religião herdada do antigo período ariano, mais ou menos em 1000 AC. Ela teve inicio com um nômade chamado Zoroastro que era muito consciente do conflito do homem com a vida e meditou muito sobre isso. Tentou chegar à causa desse conflito e à maneira como ele poderia ser amenizado ou eliminado. Concluiu que tal conflito se reduzia a duas forças básicas constantemente em guerra: bons seres e atos de um lado e maus seres e atos do outro.

Zoroastro glorificou o bem, isto é, fez dele uma divindade – um ente divino chamado Mazda ou Ahura Mazda, literalmente significando Senhor de Sabedoria, que Zoroastro considerava Deus. Ahura Mazda tinha auxiliares que podemos comparar aos chamados anjos do cristianismo. O principal deles era Mithra, que representava a Luz espiritual. Em oposição a Ahura Mazda havia o poder ou a força do mal, também personificada, chamada Ahriman, que também simbolizava as trevas. Esta personificação do principio do mal se tornou mais tarde o satanás dos judeus e dos cristãos.

As escrituras sagradas do zoroastrismo são conhecidas como o Avesta, que consiste em vinte um livros. Somente um deles porem foi consideravelmente conservado – o Vendidad. Os demais livros estão combinados numa ordem litúrgica, ou seja arranjados para fins de ritual e culto.

Há grande diversidade na opinião acadêmica quanto à época em que viveu Zoroastro. Os gregos antigos diziam que ele vivera 5000 anos antes dos troianos ou seis mil antes de Platão. Estas datas remotas, segundo consta, são talvez uma interpretação errônea da tória de Zoroastro quanto às eras do mundo.

O Bundahish, do século nove A.D. e que é aparentemente fidedigno, situa o começo do ministério de Zoroastro em 258 anos antes de Alexandre, o Grande. Isto seria aproximadamente em 600 AC, mas existe duvida quanto a essa data.

Também não há concordância quanto aonde teria Zoroastro nascido. Uma fonte afirma que foi na vizinhança do Lago Urmis, em Azerbaijan. Uma outra aponta Rai, no nordeste da Media. Como profeta não foi honrado em seu próprio país. As mensagens e as revelações de Zoroastro foram rejeitadas pelo seu povo. Ele foi finalmente forçado a migra para Bactria onde teve mais sucesso e parece que daí suas doutrinas se difundiram para a Média e a Pérsia.

Zoroastro teve a sorte de contar com o apoio e a sanção de seus ensinamentos pelo rei Vishaspa, segundo consta dos Gathas. Contou ele também com outras aceitações de sua missão por parte do conselheiro Jaspa e de seu irmão Frashaostra. Zoroastro casou-se com Hvovi, filha de Frashaostra. Um dos primeiros devotos de Zoroastro foi seu primo Maidyoimangha, seguindo-se outros membros de sua família.

O progresso da nova seita foi lento. Houve a costumeira e típica reação psicológica a idéias novas e radicais, isto é, que diferem de velhos costumes e tradições. Primeiro houve indiferença às pregações e exposições de Zoroastro. Pouco a pouco sua capacidade de persuasão começou a vencer essas indiferenças e os seguidores dos conceitos tradicionais tornaram-se hostis a ele e lhe fizeram oposição. Vimos esse comportamento perpetuado ao longo da historia como na perseguição a Sócrates e a crucificação de Jesus e há muitos outros exemplos também no mundo cientifico.

É interessante observar que a oposição mais ativa a Zoroastro veio dos sacerdotes de outras seitas.

Como todo grande místico fundador de religião ou avatar, Zoroastro sentiu-se por vezes desanimado. Os escritos sagrados relatam que ele apresentou seu desanimo ao deus Ahura Mazda em suas meditações. Em essência fez ele a mesma pergunta que outros profetas e messias fizeram: “Se o Senhor realmente me incumbiu dessa missão e mensagem por que os homens não reconhecem a verdade?”. Amigos e patronos estavam começando a abandoná-lo e ele não sabia para que região deveria fugir.

Ao mesmo tempo, como místicos e fundadores de religiões posteriores, Zoroastro estava sujeito a tentações. Teve de suportar as lutas de suas paixões e seus desejos físicos de um lado e sua motivação espiritual de ouro. O livro sagrado do Avesta – Vendidad – fala fala destas tentações e que, segundo a Biblia, Jesus estava sujeito.

Também se diz que Zoroastro teve um nascimento miraculoso diferente da maneira normal de outros mortais nascerem. Isto, bem como várias obras miraculosas de Zoroastro, é narrado nos livros perdidos do Avesta e recontado em obras medievais.

O zoroastrismo, como todas as grandes religiões do mundo, também teve seus inimigos. Houve longas guerras entre os zoroastristas e reis descrentes. Neste particular também encontramos semelhança com os conflitos mencionados na Bíblia. Segundo historias que nos foram transmitidas, Zoroastro passou pela transição aos setenta e sete anos. Consta que ele foi assassinado por um feiticeiro ou sacerdote de uma das religiões mais antigas. É uma ironia que a própria religião seja às vezes culpada de todos os pecados e crimes que seus códigos morais condenam. Diz-se que Zoroastro foi morto quando efetuava um ritual num templo dedicado ao fogo conforme foi narrado por Shah-Nameh.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Verdade e Auto-conhecimento

O auto conhecimento é uma arma de dois gumes. Pode levar o homem àquele estado de humildade necessário ao progresso intelectual, mas pode conduzi-lo pelos caminhos da auto suficiência e pelo pseudo domínio das leis de sua natureza quase sempre em detrimento dos que o cercam. É, no entanto, uma necessidade premente. Ao homem deve lhe ser dado conhecer-se ao máximo permissível por seus limites culturais ou psicológicos. Este o problema: os limites da personalidade, essa formidável incógnita. Aí o campo em que deveriam agir as religiões com as facilidades que possuem por atuarem em nome do altíssimo, incógnita universalmente aceita por todos os povos em que pese as denominações. O conhecimento interior gradual oferece o deslindamento de uma gama de verdades até então privilégio de seitas ou sistemas, afasta da responsabilidade imediata de um deus antropomórfico uma série de atributos próprios da natureza humana como inveja, ciúmes, preconceitos, tolerância, fraternidade, amor. As religiões deviam ensinar que esses sentimentos são da origem da pessoa humana e que a ela cabe o sucesso do seu real emprego no mundo em prol da humanidade. Se atribuirmos a um deus um instante de ira estaremos lhe concedendo a própria negação de ser deus. Se atribuímos a um deus tribal ou grupal o incitamento à destruição de semelhantes é justa uma reação igual e contrária nem que seja em nome de outros deuses ou demônios, conforme o lado da contenda. A verdade tem gravitado em torno desses desvarios. É tão simples de ver que o mundo se recusa a vê-la. As coisas simples não impressionam. É como Sidarta à beira do rio, cansado da procura incessante: de repente ali estava maravilhosamente simples todo o anelo de seu árduo empreendimento. O objetivo da procura não está no detalhe mas no todo, Esta a verdade cotidianamente negada. Enquanto o homem estiver mergulhado nos detalhes de sua existência jamais poderá descobrir a magnificência de sua natureza global. Assim como ao coração e ao cérebro lhe são negadas existências individuais, ao homem não lhe será permitido desenvolvimento excludente simplesmente por ser ele órgão de um só e grande organismo, a humanidade. No entanto, céu e terra passarão antes que lhe seja dado ao homem conhecer-se. Essa a lei que parece estar escrita pela humanidade.

“Uma ventania não dura toda a manhã. Um aguaceiro não dura todo o dia. Quem os produz? O céu e a terra. Se os fenômenos do céu e da terra não são duráveis como o seriam as ações humanas?”

Lao Tsé no Tao Te King sintetiza de forma admirável o livre arbítrio que preside as ações humanas. Nada há de definitivo e o que parece estar escrito pode muito bem só parecer. Ao homem unicamente compete a mudança das tormentas por que passa e a inexorabilidade da lei pode extinguir o furacão antes que se extinga o dia.

Para os que estão no fundo das trevas abissais, um raio de luz bem pode ser confundido com a verdade suprema. Para os que curtem fome e sede prolongadas uma gota d’água ou uma côdea de pão soem-lhes parecer uma dádiva divina. Em nenhum instante, aos necessitados lhes brotará à mente a relatividade dos acontecimentos ou a fortuidade das “dádivas”. Tudo é como deve ser desde que para a felicidade do homem. A verdade que se procura será reconhecida desde que favorável aos aspectos egoístas da humanidade. – “Procura-se uma verdade de acordo com a grandeza do homem. Gratifica-se bem.” – Provem daí a dificuldade em aceitá-la sob seus mais diversos matizes. Verdade, Felicidade, Deus e Amor são faces de um mesmo e único fenômeno. Deixaremos de procurá-lo quando os aceitarmos simples como são: instantes e eternidade. O mal maior da humanidade foi criar deus à sua imagem numa inversão sem precedentes. O homem, sempre dominado por um seu semelhante, ainda que em liberdade, procura um dominador supremo na figura de um criador de todas as coisas e não faz por menos, cria-o à sua imagem. Melhor fora se O imaginasse energia fundamental matriz e origem do Universo que tudo permeia. O mundo fenomenal nada mais seria do que aspectos vibratórios de determinadas gamas de freqüências. Estaríamos menos longe da verdade universal e menos afastados de nossa origem. Cumpre ao homem saber que nada é senão um simples reflexo da natureza divina a exemplo do que são o globo e o sistema e tudo o que neles exista. Movimento, movimento, eis o Universo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Verdade, Verdade, Onde estás?

Verdade, Verdade, onde estás? – exclamava o buscador à sua sombra nas trevas da dúvida e da incerteza. O Sol interior do reto caminho ainda não o havia iluminado tornando-lhe impossível a descoberta ansiada.

Quantos já definiram Verdade de maneiras e sistemas sem fim e, no entanto, se queda cada vez mais indefinida! Parece cada vez mais verdadeira a grande relatividade da Verdade! O que existe é a verdade de cada um com alguma coincidência aqui ou ali. Os que não acreditam em coincidência podem substituir o vocábulo livremente, são apenas palavras e esse se mostra sobremaneira como um dos verdadeiros obstáculos à compreensão.

- O que é a Verdade?

Grandes pensadores escreveram grandes idéias a respeito do tema: as suas idéias. Nada mais do que isso. A erudição traz credibilidade. Ninguém mais crível do que aquele que traga em sua bagagem profissional um formidável currículo e antecedentes fabulosos. O homem vale pelo que foi. O futuro não importa. A pessoa humana e sua potencialidade não importam. O que se tenha para dar seja o que for não terá valor se não vier acompanhado de um passado de sucesso. Quantas oportunidades já não se perderam para a evolução da humanidade por não se acreditar em determinadas verdades então tidas como não? Por outro lado, quantas guerras, quantas calamidades, quantas injustiças, por se tomar como verdadeiras declarações e teorias vãs de Horbigers, Himmlers, Symms Teeds, Benders e outros que tais, além da deturpação intencional ou não das afirmações de Bulwer Lytton, Blavatsky, Tomás de Aquino, Maomé, Cristo e Buda! Em nome de uma Verdade aparente ou de uma Verdade localizada no tempo e no espaço sacrificam-se vidas, dizimam-se populações, exterminam-se raças e afinal descobre-se que a verdade pela qual lutaram não era tão verdadeira assim. Uma verdade sucede a outra. O Real é uma sucessão de Verdades. Uma Verdade se materializa através do homem. Ele é o arquiteto, meio e fim de suas verdades.

Uma verdade é como um instantâneo de um objeto que passa. O fotógrafo, seu enunciador, fixa-lhe as características evidentes, forma, cor, posição e identifica o meio que a cerca, mas pouco ou nada poderá dizer acerca da origem ou destino do objeto, principalmente se se tratar de algo jamais visto. Apresentada ao mundo a foto este se encarregará de tecer origens fantásticas e destinos fabulosos ao objeto que nada mais fez senão passar. Multidões se ergueram contra, outros se levantarão a favor e pegarão em armas e se dizimarão em nome da Verdade, da sua Verdade, de uma Verdade da qual nem sequer suspeitam. Tem sido assim através dos tempos e continuará a sê-lo. A igreja cristã, dita protestante, censura o mundo à sua volta, condena os seus irmãos da igreja cristã dita católica, incita seus adeptos a desprezarem as mais evidentes conquistas da humanidade, alça-se a si própria a um céu utópico em nome de um deus utópico, reflexo dos senhores feudais da idade média, ao mesmo tempo em que lança às profundas dos infernos todos os que se não seguirem os passos, tudo em nome de Cristo, e ele somente disse “Amai-vos uns aos outros”.

Não existe sobre a Terra flagelo maior do que um líder religioso fanatizado por suas verdades. Todos os desencontros da humanidade são de fundo religioso. É curioso como a palavra cuja etimologia deveria significar religar, reunir consegue separar tanto! A guerra por si só é uma incoerência mas a guerra religiosa é um descalabro, um despropósito. Como matar em nome de Deus? Qual deus prega a morte às suas criaturas? Tudo fruto de uma interpretação fanática de uma verdade aparente, de um instantâneo...

A verdade não se define porque ela própria é indefinível. É um conceito criado pelo homem para se antepor ou completar o de mentira ou de negação. No campo semântico das realidades terrenas tudo vai bem. O termo se adapta às concepções dos contrários: sim/não, preto/branco, positivo/negativo, dia/noite, luz/trevas, verdade/mentira. Quando, no entanto, se imerge no recôndito do microcosmos ou se aventura no inimaginável macrocosmos os desencontros vêm à tona. A consciência de si próprio leva a esse paradoxo o homem: nada sabe aquém de si ou além da Terra. Conhecer-se a si próprio, eis a grande e urgente meta!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O que está encima é como o que está embaixo 3

Os compêndios da Física tradicional mostram que o modelo atômico aceito pela ciência para a demonstração da existência do átomo ainda é o de Rutherford/Bohr com alguns adendos teóricos quanto a partículas e movimentos. Nese modelo os elétrons ocupam órbitas definidas em torno de um núcleo central responsável pela massa do sistema e possuidor da metade da energia total. A outra metade da energia do sistema cabe aos elétrons que compensam a falta de massa com generosa velocidade. Para que não haja um desastre energético urge que essas quantidades de energia sejam opostas de maneira que o sistema como um todo resulte neutro ou equilibrado. Às diferenças energéticas observáveis “sempre” na coroa desse modelo atômico cabe a responsabilidade da criação. Assim, um átomo combina-se com outro formando moléculas segundo necessite ou não completar os elétrons de sua última órbita para atingir o equilíbrio energético. Esse, no entanto, é o passo final da criação. O passo inicial seria aquele em que se determinou o desequilíbrio atômico material. Qual a força que faz com que surjam átomos desequilibrados? Tal força é do domínio do magnetismo.

Como a matéria tem sede de criação, ou, em outras palavras, como a criação é constante, a maioria dos átomos tem desestabilizado o seu equilíbrio energético, por nuances de ocorrências de variações na última órbita e ora capta, ora fornece elétrons de sua órbita periférica. Ás vezes os divide irmãmente com outros. A minoria, ditos nobres, são energeticamente estabilizados e recusam-se a criar, mesmo sendo ameaçados de serem despejados do Céu. Dos 103 elementos conhecidos, seis se recusam a criar. Na realidade o número total é de 12 grupos de 12 criadores ou seja 144: as doze tribos de Israel. Desses, sete se recusam a criar, o sétimo ainda incógnito, traz na sua coroa os números 2, 8, 18, 32, 32, 18 e 8 = 118 = 1 que somados aos dos seis já existentes resulta em 324 = 9 = 0, o número da besta, segundo o Apocalipse. Os que não criam possuem os números 2, 10, 18, 36, 54,86 e 118. Deles, o 36 é o 666. Do número total de elementos 26 não serão encontrados no mundo físico. Tudo isso está escrito pela ciência tradicional. Os que criam somam 6697 e são 111 no plano físico atual. A humanidade sequer imagina a energia que pode ser liberada com a desestabilização do átomo de Criptônio. O Criptônio é a matéria que pode destruir deuses.

Também os planetas ocupam órbitas definidas no sistema a que pertençam. As leis universais são imutáveis. Uma alteração nessas órbitas só poderá ser conseguida com o fornecimento de certa definida quantidade de energia ao globo. Nesse caso, conforme a polaridade do pacote de energia fornecido, o globo poderá assumir órbitas em níveis inferiores ou superiores ao existente. O fornecimento dessa energia necessária pode ocorrer de maneira mais simples do que se supõe. Basta uma aproximação correta, desses desestabilizadores itinerantes do universo – os cometas. São essas as partículas conhecidas no microcosmos como fótons e se diz resultar da mudança de nível de um elétron para nível energético inferior ao antes ocupado.

A ciência observará que os elétrons mais distantes do núcleo nem sempre são simples. Grande parte deles são múltiplos ou compostos apesar de materialmente quase nulos. O núcleo atômico revelará para o mundo espetaculares surpresas. Melhor seria o adiamento da descoberta dessas forças. Mas o que tiver de ser será. Será necessário uma hecatombe nuclear para que se possa dominar o campo magnético da matéria. Assim tem sido através dos tempos. Uma tentativa já foi realizada em evos anteriores e o quinto globo do sistema desapareceu restando como testemunho uma esteira de fragmentos em sua órbita. Os céus não mentem.

No átomo físico sete são os níveis de energia na matéria e os seus números já foram dados. No átomo universa dez são os níveis de energia seis dos quais tão próximos que facilmente poderiam ser considerados unos dois a dois, o que reduziria para sete os planos energéticos aparentes do universo solar. Seus números são os da criação. Aos cépticos a cabala.

E o homem como se comportará à luz dos arranjos físicos atômicos? Sendo o corpo físico composto de moléculas e essas de átomos, a lei última resulta a mesma em todo o universo. Entretanto, as criações do mundo fenomenal, como condensações de formas pensamentos de origem atômica, o fazem segundo agrupamentos chamados moleculares, resultado de afinidades magnéticas da matéria e se distribuem por estados de diferentes intensidades magnéticas do que resulta maior ou menor aproximação das unidades moleculares diminuindo assim o interstício ocupado pela matéria primeva ou divina em que está imerso todo o sistema. Em organizações de graus crescentes de complexidade esses grupos moleculares se reúnem em tecidos e órgãos unidos pelo espírito de vida, responsável pela manutenção da unidade do corpo, apesar de tão diferentes células. É essa força de espírito de vida a mantenedora da unidade física. Seu enfraquecimento causa doenças ao sistema. Uma supressão leva à desintegração dos grupos moleculares que sem o liame do impulso magnético de vida retornam às suas atividades atômicas originais. Nada há de terrível ou místico nisso. As leis da Natureza são simples, já o dissemos. A água torna-se água; a terra torna-se terra; o ar torna-se ar; o fogo é a essência do próprio espírito de vida; e o homem retorna ao pó de onde veio.

Ar, Água, Fogo e Terra: os quatro Arcanjos nos quatro cantos do mundo com suas poderosas trombetas. “E eu disse: o meu segredo para mim, o meu segredo para mim. Ai de mim: os prevaricadores prevaricam, e prevaricam com prevarificação própria de contumazes. Para tí que és habitantes da Terra, está reservado o susto, a cova, o laço.” (Isaías, 24/16)

nota: este trabalho é uma inspiração de Gagliostro no plano astral.