sábado, 17 de dezembro de 2011

Impressões mentais

Num primeiro momento ela estava com medo. Dizia precisar ir a um lugar mas não queria que eu a levasse porque era um lugar muito feio. Ia pedir a um conhecido que a levasse.”

São as impressões da decomposição do corpo físico gravadas no corpo mental. Ainda há pouco, com o colapso do corpo vital, a vida acabara por deixar o corpo físico. Órgãos, tecidos e sistemas se desintegram. Aquela energia recebida do planeta agora retorna à fonte. A lâmpada se quebrou. A energia retorna ao gerador. Entretanto as paixões, os desejos, os sustos, as apreensões, permanecem além da morte e aquelas lembranças da desintegração do corpo são vivas agora e parecem estar em algum lugar muito feio, até horrível às vezes.

Num outro momento estava ela em uma espécie de ônibus ou coletivo bem cheio. Tive muitas dificuldades para chegar até lá. O acesso estava dificultado com muitos obstáculos. Após algum esforço consegui chegar. O lugar estava vazio. Procurei sua bolsa vermelha e não achei. A pessoa do lugar ao lado informou que ela havia sofrido uma tentativa de estupro. Finalmente consegui contato. Ela estava mais jovem, cabelos aloirados e muito nervosa. Dizia que um cidadão se dizendo meu amigo, com 2,95 metros de altura havia tentado o estupro e ela resistiu não se deixando envolver. Agora tremia muito e estava soluçante.”

São as lembranças do plano mental. Neste momento tudo vem à tona: paixões, acontecimentos, fatos marcantes, ilusões. Nosso inferno é mais real do que nunca. Prodígios da mente. Luz, aí, é imprescindível para minorar os sofrimentos. Nosso inferno é nosso; Ninguém passará por ele. O criamos e alimentamos por toda uma vida com desilusões, expectativas, sonhos desfeitos ou não realizados, temor, apreensões, agressões, posses materiais, pecados contra a carne, contra a humanidade, principalmente contra a consciência. Tudo isso fica registrado na mente, no corpo mental. E agora, livre das cadeias físicas e do jugo do ego, afloram livremente e parecem tormentos.

Hoje me pareceu mais tranquila, mas um tanto indiferente, semblante sério, mais adulta. Envolvida por um ambiente nublado parecia estar em dúvidas em relação a mim, aquele ar meio desacreditado, como em tantas cenas de ciúmes.”

O momento é dela e tem que ser respeitado. Resta-me desejar mais luz no caminho que lhe resta e que só ela pode seguir.

Estou mais contente. Parece que a situação está melhorando. Desenvolvo esforços para manter as conexões dos nossos corpos mentais o mais possível. A vela que acendi numa tentativa material de significar a luz espiritual que desejo, bruxuleante no inicio, apagou-se várias vezes, mas, teimoso, reacendi tantas outras e por fim firmou-se. A parafina, ou similar, não parecia de boa qualidade, tanto que na seguinte a chama estava perfeita, firme e serena. Quem sabe os segredos da eternidade?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

...e perdemos a luta

Perdemos...Perdemos a luta para o invasor implacável e poderoso. Tomou de assalto os pulmões, espalhou-se pelos ossos e assentou-se vitorioso no cérebro, liquidando com as chances de vitória. Foram meses terriveis de batalhas. Lutamos o mais que pudemos, no fim, já para aliviar as dores, que eram muitas. No inicio foram os cabelos. Ainda havia esperança. A energia foi se dissipando. A musculatura não obedecia. Mal conseguia manter-se de pé com ajuda extra. A voz embargava, as dores se multiplicavam e sempre dizendo "vou ficar boa". Quando a consolavamos dizia "tá bom". E o agente natural, enviado da morte, assumiu todo o corpo, CTI, colapso do corpo vital: insuficiência respiratória e falência múltipla dos órgãos, os rins, os pulmões, os intestinos, coração e cérebro. Eram 20:45 horas do dia 18 de Novembro de 2011. Descansou...

Agora, verdadeiramente um Anjo, imersa naquelas flores amarelas, parecia nos passar tranquilidade e satisfação de enfim ver a familia reunida, nessa última viagem em direção ao infinito. Foi reunir-se à mãe, ao seu destino, a Deus e nos deixou saudosos e felizes de termos podido privar de sua presença alegre, decidida, ativa e impetuosa, neste últimos 50 anos. Ela preenchia a casa, o mundo, os nossos corações. Jamais será o mesmo o tempo que houver para nos acostumarmos com a realidade da sua ausência. Sobreviveremos no seu amor...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Humor Negro em Familia

- “Gente, eu estou com fome, vocês querem me matar?”
FILHA 2 - “Calma mãe que já estou preparando o rocambole ao creme de queijo”
FILHA 3 – “Mas só vai comer se tiver tomado o decadron e o oxcontin”
FILHA 1 – “Essa história toda só vai acabar mesmo com o fim do quinto manvantara. 2012 vem aí”
NETA 1 – “Hoje eu estou mocinha”
NETA 2 – “Espelho, espelho meu...”
GENRO 1 – “Aêêêêê…..”
MARIDO – “Mundo, sirva-me!”
GENRO 2 – “Vai um bacon aí?
NETO 4 – “O Justin que se cuide”
O FILHO – “Aproveita e mostra as fotos de eu preparando os buracos lá em casa, vocês vão adorar”
NETO 1 – “Se bem que vó a gente só tem uma, né. É a que ajuda a gente”
NETO 3 – “Meu pai bem que diz que familia é só mulher e filhos”
NETO 2 – “Não dá pra sair antes aquele bolo de mandioca?”
NETA 2 – “Só um pouquinho, já estou indo...”
GENRO 1 – “Aêêêêê…..”
MARIDO – “Vou ver fuuuuutebol”
“Vocês querem mesmo é me matar de fome, não é possivel tanta demora pra um almocinho”
FILHA 2 – “Já vou servir. Está tudo pronto. Pode ficar calma”
FILHA 3 – “Mas tem que tomar o deocil e o endofilim”
FILHA 1 – “Na próxima geração remédios não serão necessários”
Convidado – “AhamHam, numa visão apocaliptica você acha que melhoraria, aham, as condições universais? Qual a sua opinião? Aham”
Irmã – “Segundo meus quadros a moldura não será muito conveniente, inclusive devo viajar nesse fim de semana”
Sobrinha – “O que tem de gostoso na geladeira?”
NETA 1 – “Fiquei mocinha!!!”
NETA 2 – “Essa escova...”
GENRO 1 – “Aêêêêê…..”
MARIDO – “Mundo, sirva-me!”
GENRO 2 – “Vai um bacon aí?
NETO 4 – “O Justin que se cuide”
O FILHO – “Mãe aproveita e pede lá pro dono do céu pra dar uma forcinha naquele concurso que eu fiz”
RESUMO:
“Tanta coisa acontecendo e nós  aquí na praça dando milho aos pombos”
Acordem!!!!!

domingo, 6 de junho de 2010

Meu Anjo…

Meu Anjo assumiu-se mulher e casou-se comigo… Éramos bastante jovens, eu e meu Anjo… Foi uma felicidade total…. Tudo era novidade… Tudo era alegria e felicidade… Vieram as crianças… Viajamos… Passamos nossas alegrias em outras terras… Sempre juntos ainda que muitas vezes separados… Turnos… Obras… Amantes… Viagens… Nada nos separou… Continuamos juntos…Nem a cadeia conseguiu nos separar… Foi difícil, mas continuamos juntos, eu e meu Anjo…

Agora, um flagelo quer nos separar… Flagelo também é das coisas divinas… Diz estar cumprindo ordens superiores… Meu Anjo sofre… Era azul, mas está verde naquele leito de enfermaria… O flagelo quer levar meu Anjo para iluminar outras plagas… Sabe da capacidade do meu Anjo de se ocupar dos entes queridos… Tem sido assim conosco… Sempre na frente das coisas, dos acontecimentos… Meu Anjo nos criou a todos… filhos distantes… filhas dedicadas… marido ausente… todos dependentes seus… Meu Anjo está cansado mas não quer se despedir de nós… Distribui amor às escâncaras embora não o receba na mesma medida… Meu Anjo é incansável… limpa… arruma… lava… reclama… cobra… insistentemente… incansavelmente…

Meu Anjo sofre… Nós sofremos o medo de perdê-la… Não, esse flagelo não pode vencer… Nós o venceremos… Lutaremos de todas as formas e o venceremos… Não pode levar meu Anjo, nosso Anjo.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Após a morte…

Foi um sonho, mas parecia real; infinitos tubos vermelho alaranjados que terminavam em alguma área às vezes luzidia; cada tubo uma alma flutuante em direção ao topo reluzente num movimento suave e constante como fumaça a se expandir em consonância com algum som universal. No topo, vez em quando, um lampejar mais forte, como a permitir alguma ação, quiçá importante, pois ao realizá-la nos aproximamos mais do topo à medida que nos afastamos dos laçõs terrenos; dava para se ouvir lamentos e sussurros pedindo ajuda, uma informação que fosse talvez na curiosidade do que haveria “no outro lado”, mas a aproximação na direção da luz oblitera o sentido material e a comunicação pode se tornar impossivel.

Tive medo! Medo de me aproximar da luz e perder a comunicação com os que amo; mas como esquecer a maviosidade daquela luz e daquele som? Deve haver um propósito divino neste movimento de expansão constante da consciência a se fundir em uníssono com o som universal, um retorno às origens, e de maneira inexoravelmente aleatória, como o movimento do universo.

Não me foi dado ver ou sentir o propósito da vida material, aquele momento em que as vibrações universais se concentram em um novo ser, mas pelo menos entendi porque não se pode voltar da morte: é como se não houvesse morte, apenas um retorno ao Grande Movimento Universal, tal qual na lâmpada queimada quando a energia que acendia o filamento agora retorna aos polos do gerador; não dá para separar a energia do todo, a não ser através de uma nova lâmpada, uma nova vida.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Deus, A Planta e o Sol

A planta cresce em busca da luz do sol enquanto lhe restarem forças e não lhe for concluído o ciclo de formação física. Que aconteceria se ao nascer tivesse consciência de sua insignificância em relação ao sol? Ou se apercebesse da distância que os separa?

O homem é como uma planta em relação a Deus – seu sol. Nosso crescimento em busca da Luz deve ser permanente e constante. O conhecimento é vital para o nosso desenvolvimento universal. Qual planta, não temos conhecimento do Sol porém estamos imersos em sua luz e absorvemos dela as vibrações necessárias ao nosso desenvolvimento.

É necessário projetar-se em direção aos círculos máximos da Luz, em comunhão com as forças universais de onde viemos e para onde vamos. Essa comunhão nos aproximará da Luz Maior e nos trará outra compreensão da humanidade.

Todos vibramos em certa faixa de freqüência. Cabe-nos aprimorar essa vibração livrando-as dos ruídos indesejáveis tornando-a o mais pura possível. À purificação da freqüência vibratória não basta a simples imersão em círculos maiores de vibração externa. É preciso correção na fonte de vibração material – o corpo físico, pela utilização principalmente do grande filtro universal de purificação física – o amor, em todas as formas.

A prática constante do amor leva à condição necessária de evolução não só do corpo mas da alma principalmente em direção à Luz Maior. Não importa nossa pequenez ou inexistência perante o sol, seus rsios, sua luz. Somos constituídos de átomos em organização semelhante a do planeta que nos dá origem – a mãe Terra.

Por isso os antigos a chamavam Mãe Terra. Dela são moldados todos os seres. É a Grande Mãe. O espírito porem vem do sol. É o fogo que anima a matéria – Terra e Água, o duplo principio material. O individuo se completará porem com o sopro divino, o Ar universal insuflado por obra e graça do Supremo Arquiteto. Esse microcosmos, essa maravilha somos nós, perfeitos ao nascer. Cabe-nos cultivar essa perfeição no decorrer da vida.

COMO?

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Oito de Dezembro

Oito de Dezembro é dia de Nossa Senhora da Conceição. Nossa Senhora da Sagrada Concepção, a concepção do logos. Os celtas a referendavam como a mãe da Terra, a deusa lunar, a mãe de todos. O crescente a seus pés, numa das representações mais comuns. Era o mito lunar, mãe e origem do mito solar, o Cristos. Do seu ventre nasceria a luz do mundo, a redenção da Terra. E tal qual a serpente o fora pela deusa, o filho esmagaria a mãe sob sua cruz. A serpente, a mãe, o filho. A Terra, a Lua e o Sol. E o Céu que a todos contém. Urano, que devora os filhos recém nascidos, menos um, Júpiter, que lhe herdará o trono e a esposa, Gea, a Terra, mãe, mulher e irmã. O panteão Greco-romano é profícuo em imagens da criação, incompreensíveis para nossos padrões culturais modernos, mas eloqüentes em suas entrelinhas. O valor está naquilo que não foi dito mas insinuado. A imagem engana os olhos. Ninguém jamais verá nada completamente nessa dimensão. É preciso se estar no meio do cubo para que se possa ver simultaneamente suas arestas e cantos.

A beleza transmitida pelos rituais e crendices celtas não pode ser entendida à luz da modernidade. Quem vive sob a luz de sódio e de mercúrio se torna cego a luz da vela. O progresso tecnológico estende os limites físicos do homem e atrofia-lhe o espírito. O prato, o cálice, a lança, a espada. Paus, copas, ouro e espadas. O Tarot. As quatro forças que comandam a Terra. Poderia esse povo ser bárbaro? Ou hereje? Terra, água, fogo e ar. Os quatro elementos formadores da Terra, herdados da lua, a Deusa, a Mãe, transformada em Nossa Senhora da Concepção pelos “bárbaros”, esses sim, invasores, chamando-se a si próprios catequistas. Como não conseguiram extinguir a cultura nativa, herdaram-lhe os deuses e as festas ditas pagãs. Trocaram-lhes os nomes, adaptaram-nos a ídolos formatizados. A Deusa agora tinha forma humana palpável e visível. Um sacrilégio para aqueles que conheciam a natureza divina do não ser. Não há como personificar as forças divinas do universo. Não se pode limitar o ilimitado. Não se pode criar o incriado. Não se pode ver o invisível por estar além de todas as dimensões. É a própria origem das dimensões. O avatar disse, ninguém ouviu, nem os discípulos mais chegados. E em seu nome tentaram destruir o legado mais sublime dos criadores. Só tentaram, pois a verdade dorme no fundo da consciência lunar da Deusa. Nossa Senhora da Concepção, Iemanjá, rainha do mar. O berço da criação. O Grande Ventre. Origem de toda a vida terrestre.